quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Por Victor Thadeu, retirado do blog 'Palavras Perdidas'
Se hoje não podemos conquistar pelo coração, logo de cara, conquistemos pela razão, aos poucos. Você é conquistado pelo coração quando tem aquele desejo maior, uma vontade de ver a pessoa e a idéia de que não existe outra no mundo. Já pela razão você pesa tudo que a pessoa fez pra você pra te conquistar, pra estar com você e se você sente alguma atração por ela, aí se deixa levar. Deixe-se conquistar pela razão, o coração se conquista com o tempo e, quase sempre, se engana. É mais ou menos assim:
“Eu sei que o quarto principal da casa principal no seu coração está ocupado, mas não importa, eu fico com aquele quartinho dos fundos onde se guarda as coisas que não se usa. Um belo dia eu saio pra ver as estrelas a noite e acabo dormindo na varanda, aí você, que gosta de mim um pouquinho, me convida a entrar por causa do frio e eu durmo ali pela cozinha. Você acorda e tem um maravilhoso café da manhã te esperando, a tarde passa um jogo do teu mengão e você me chama pra assistir com você. Anoitece e, ali pela sala mesmo, eu pego no sono. Você vem, traz cobertas e me cobre, enquanto durmo. Dormindo ali eu fico por uns dias, até que um dia o ocupante do quarto principal se distrai e quem dorme lá sou eu. Ele se ajeita ali pela sala, inconformado (ou talvez nem perceba). Passa outro jogo do teu mengão, mas ele não gosta, aí ele vai pra cozinha. Acaba ficando por lá mesmo. Um belo dia você acorda e ele sumiu. Se você procurar, vai achá-lo lá no hotel dos amigos, um lugar onde se encontram as pessoas que são ou já foram importantes na sua vida. De lá ele não vai sair, tem o quarto vitalício que só pode ser derrubado pelo ‘demolidor’ esquecimento. Agora ele está lá e, enquanto isso, na casa principal, estamos nós. Conquistei a casa principal do seu coração.
Se foi difícil dormir com as coisas inúteis naquele quartinho nos fundos? Foi! Se senti solidão, dormindo lá fora, olhando pras estrelas? Senti! Se senti frio deitado no chão da cozinha? Muito! Se fiquei com dor nas costas de dormir naquele sofá por algum tempo? E põe dor nisso! Mas, sabe de uma coisa? Faria tudo de novo porque quem acredita em alguma coisa luta por isso até se tornar realidade e desistir não está no dicionário de um sonhador. Ele não era digno de estar nesse quarto principal, só tomei o que era meu por direito.”
Eu estava deitado na cama, sem conseguir dormir e comecei a viajar (como sempre!), mas se você ler direito, interpretando cada etapa e os motivos pra cada coisa acontecer, vai perceber que não é uma total viagem. Pensei nesse lance de ‘coração ocupado’ ou ‘espacinho no coração’ e saiu isso aí. Não consegui dormir, aí vim escrever.
sábado, 5 de setembro de 2009

Não estou falando do caráter humanitário de Abdel Basset al-Megrahi, ex-agente líbio condenado à prisão perpétua pelo atentado aéreo de 1988 sobre a cidade escocesa de Lockerbie, onde matou 270 pessoas.
Estou comentando sobre o caráter humanitário da própria justiça Escocesa, que usou essas mesmas palavras como motivo de liberdade para Megrahi nesta última quinta feira, alegando que Megrahi está com 57 anos e sofre de câncer, e por isso, poderia deixar a prisão e retornar a seu país por motivos humanitários..
Humanitário é a puta que pariu!
Olha só, coitado desse simpático nem-tão-velhinho de 57 anos, sofrendo de câncer na cadeia... Afnial de contas o que ele fez de tão errado? Ele só matou 270 pessoas não é mesmo? Foram apenas 270 pessoas sem pai, mãe, filho, marido, esposa.. sem aquela pessoa que fazia sentido pra vida deles, sem aquela pessoa que fazia a diferença.
Realmente, temos que ter compaixão para com essa pessoa tão... tão... vitimada pela doença, quem gostaria de morrer de câncer? Eu preferiria morrer junto com outras 269 pessoas nas mãos de um pscicopata dentro de um avião, vocês não?
Acho que pior que esse caráter, pior que que essa palhaçada da justiça Escocesa, foi a outra palhaçada que aconteceu aqui, pertinho de nós, quando deixamos nossa queria vanusa cantando o Hino Nacional na cerimônia de SP, uma lástima pra essas justiças que nos decepcionam a cada dia (pelo menos é diversão garantida pros internaltas de plantão, ou como já dizia Rubens Paiva:
"Samba, praia e futebol dão charme pra esse país com fome, doença e repressão").
Por Carl Sagan
A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.
De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.
Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.
Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.
Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.
A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.
Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.
Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul.
Esse texto é foda, não tem o que falar... e quem quiser ver o vídeo, tem o link aqui. Recomendo esse também.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Você deve estar se perguntando quem diabos é ELA e eu digo que é a mulher que me faz sentir como nunca me senti na vida e que desde que a conheci o meu "sensor aranha" me diz que ELA é aquela que vai viver comigo e me fazer feliz.
Eu fico pensando no porque disso tudo, o que torna ELA tão especial pra mim? Acho que ELA é especial pelo equilíbrio, entende? São as qualidades e defeitos que a tornam única e perfeita pra mim. Um excelente primeiro passo para saber se a sua relação dará certo é aceitar que a pessoa que está com você é uma pessoa normal e que tem defeitos como todo o resto do mundo.
Marcadores: declaração, ELA
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Adolescente com problemas no fígado foge de hospital para beber
Gareth Anderson, de 19 anos, saiu do hospital em que estava internado na Irlanda do Norte para tentar comprar cerveja em um bar no outro lado da rua
Um adolescente em tratamento por insuficiência no fígado na Irlanda do Norte saiu do hospital e foi para o bar do outro lado da rua beber, informaram autoridades na terça-feira (25). Os problemas hepáticos de Gareth Anderson, de 19 anos, começaram exatamente por causa de álcool. Segundo as regras do Seviço Público de Saúde do Reino Unido, Gareth precisa ficar seis meses sem beber antes de poder receber um transplante de fígado. Na última sexta (21), o adolescente foi transferido para o King’s College Hospital, em Londres, e os médicos afirmaram que ele pode ter menos de duas semanas de vida.
Na semana passada, Gareth entrou no pub Old Moat Inn, do outro lado da rua do Hospital Ulster, na cidade de Dundonald, perto de Belfast, capital da Irlanda do Norte, usando os chinelos do hospital, segurando uma agulha pingando em uma das mãos, e pediu um pint (caneca de 568 ml de cerveja). Os funcionários do bar recusaram o pedido do garoto e lhe deram uma Coca-Cola.
“Eu não sei no que ele estava pensando”, disse o pai de Gareth, Brian Anderson. “Ele me disse que também não sabe”. “Acho que ele precisa de ajuda mental - trata-se de alcoolismo, mas há problemas mentais aqui também”, disse Anderson à rádio BBC. Gareth sofreu insuficiência hepática aguda no início de agosto, depois de beber 30 latas de cerveja em uma festa no fim de semana. E o pai ainda pondera: “Ele pode muito bem ter bebido mais do que me disse”.
Fonte: Revista Época
Em tempo: Eu faria o mesmo. Prefiro morrer bebendo.
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Ando pela rua e as pessoas me abordam: ''Adorei o seu artigo que está circulando na internet! Maior sucesso!'' Pergunto, já com medo: ''Que artigo?'' ''Esse texto genial que você escreveu, que se chama A Mulher Impulsiona o Mundo: ''É você mulher, quem impulsiona o mundo. É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide. Bendita a hora em que você saiu da cozinha.'' Não me agüento e digo: ''Você acha que eu ia escrever uma bobagem dessas?'' Aí, o admirador do texto apócrifo, fã de um ''Jabor virtual'', se encolhe ofendido: ''Mas... tem coisas legais...'' E eu, implacável: ''Acho uma bosta...'' Pronto! O sujeito sorri amarelo e vira meu inimigo para sempre.
Já reclamei aqui desses textos apócrifos, mas tenho de me repetir. Não dá mais. Todo dia surge na internet uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu não fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam - ''Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ''As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...'''' ''Não fui eu...'', respondo. Elas não ouvem e continuam, sideradas: ''Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres na internet! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ''Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite. Querem estar sempre na moda, malhadas, mas não estão com nada, pois a imperfeição humaniza...'''' Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: ''Ah... nem vem... É teu melhor texto...'' - e vão embora, rebolando, felizes. Há mais: ''O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu. O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro.'' Ou: O amor não é chegado em fazer contas, quando a mão dele toca tua nuca, tu derretes feito manteiga, pois o amor é uma raposa... (?).
Vejam este que surgiu e acaba assim: ''As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!'' ...Luto diuturnamente contra cacófatos e jamais escreveria ''cós acaba!'' Mas, para todos os efeitos, fui eu. A internet é a vala comum dos autores; lá eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: ''Finalmente, ele se encontrou...'')
Dentro da web, sou campeão mundial de lugares-comuns:
''Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!''
Ou: ''A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!''
Ainda sobre a mulher: ''São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.'' Fui eu, a mula virtual, que escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.
E não publicam só textos safadinhos, mas até coisas épicas, como uma esplendorosa Ode aos Gaúchos que eu teria escrito, o que já me valeu abraços apertados de machos bigodudos em Porto Alegre, quebrando-me os ossos: ''Tchê, tua escritura estava macanuda, trilegal!'' Eu nego ter escrito aquele ditirambo meio farroupilha aos bigodudos, mas nego num tom vago, para não ser esculachado: ''Tu não escreveste? Então tu não amas nossas ''prendas'' lindas, e negas ter escrito aquele pedaço em que tu dizes ''que a gente já nasce montado num bagual''? Aquilo fez meu pai chorar, e o pedaço em que falas que ''por baixo do poncho também bate um coração?'' Tu tá tirando da reta, tché?'' - e me aponta o dedo, de bombachas e faca de prata.''
Não sou gay (ainda), mas esse texto me cobre com uma fresca chuva de purpurina. Logo depois, aparece outro artigo onde ''eu-virtual'' teria escrito: ''Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal. Eu vou-me embora antes que passe a ser obrigatório.'' Ou seja, sou gay e homofóbico ao mesmo tempo.
Meu fantasma na internet também escreve sobre auto-ajuda; dou conselhos sobre sacanagem, para cornos e idiotas. Vejam: ''Não dá para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo. ''Ficar'', também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é ''namorix''. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo!''
Também aconselho cornos, potenciais ou realizados: ''Um dia, você será corno, a menos que nunca deixe uma ''mulher moderna'' insegura; senão, ela liga pra aquele ex-bom de cama, cafajeste, mas ''grandessíssimo'', e pronto: lá vai você mugindo... Mulher insegura é u
ma máquina colocadora de chifres. Se não conseguir prendê-la, assuma seu ''chifre'' em alto e bom som!''''Eu'' também dou conselhos aos burros. Ex: ''Gente chata essa que quer ser séria, profunda. Putz! Deixe a seriedade para lá. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!''
Mas o pior são artigos escritos em meu nome por inimigos covardes para me sujar. Há um texto rolando nos computadores - há mais de um ano - que diz coisas como: ''Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ''aviãozinho'' do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro - gosta de apanhar ...''
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, homofóbico, idiota, corno e fascista. É bonito isso?

O mundo bizarro do site G1 realmente me intriga... de verdade! Acabo de ler uma reportagem sobre Michelle Duggar, uma mulher de 42 anos, que mora em Arkansas, Estados Unidos e acaba de anunciar a gravidez do seu 19º filho.
DÉCIMO NONO!!!
Fiquei meio atônita com isso... Como pode??!
Como assim, uma pessoa pode ter 19 filhos e achar que é normal?! Como consegue?! Afinal, é dinheiro, paciência, roupa, comida, 157 mãos que você precisa ter, entre outras coisas...
Em entrevista, o casal ainda disse que quer continuar tendo filhos enquanto a saúde de Michelle permitir. Vai entender...






